domingo, 31 de maio de 2020

Eu amo a Escola Bíblica Dominical!


Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!
Salmos 119.97

Há tempos não temos aula na Escola Bíblica Dominical. Uma pandemia fez com que todas as aglomerações fossem encerradas por um tempo, impedindo inclusive que as atividades das igrejas, ou melhor, dos templos de qualquer religião, acontecessem. 

Isso fez com que a Igreja Evangélica Preparatória passasse a transmitir, nos dias de culto da Sede Nacional, um programa por meio do Youtube. Assim, às terças, quintas e domingos nós temos o nosso Pastor Presidente ao vivo, cantando, orando e pregando. Os irmãos que têm o privilégio de terem internet em suas casas têm esse consolo, pelo menos: ouvir cultos online.

O que está fazendo falta?


Apesar de termos essa transmissão frequente, nada se compara ao convívio na igreja, com os irmãos. Congregar é estar junto com os que professam a mesma fé, com o propósito de cultuar. 

Tudo faz falta. Pegar na mão dos obreiros, saudando com a paz do Senhor e um sorriso ao entrar no Templo, faz falta. Já o obreiro sente falta de receber os irmãos com o mesmo sorriso. Faz falta ver os instrumentistas no altar da música, o Pastor no altar, os ministros juntos no altar, a igreja cheia, os cânticos em coro... A distribuição dos hinários, para acompanharmos os hinos da Harpa Cristã... Tudo faz falta. Mas quero falar agora de uma falta em especial: da Escola Bíblica Dominical.

As aulas da Escola Bíblica Dominical são uma oportunidade para os crentes se aprofundarem na Palavra de Deus. Quem apenas frequenta os cultos, mesmo que seja batizado, nunca terá conhecimento profundo da vontade de Deus, das Suas promessas, apenas em ouvir pregações. 

Qual a diferença entre ouvir uma pregação e participar de uma aula da Escola Bíblica Dominical?


Quando pregamos nos cultos, seja de louvor ou libertação, a mensagem é direcionada de uma pessoa para seus ouvintes. Já quando estamos na aula da Escola Dominical, temos o professor a poucos metros de nós, sempre perguntando se estamos entendendo o que ele está ensinando. Nós podemos contar testemunhos, dar exemplos pessoais, tirar dúvidas, enfim, transformar a aula em uma rica troca de ensinamentos e aprendizados. 

Como tornar a aula da Escola Bíblica Dominical mais interessante?


Quando eu tenho oportunidade de ministrar a aula da Escola Dominical, tenho um jeito um pouco diferente do que eu costumo ver nos meus irmãos professores. Em geral, os ouvintes gostam. 

1. Não centralizar tudo no professor. 

Para começar, eu não faço a leitura da revista: eu nomeio alguém para que possa ler em voz alta e observo se os demais estão acompanhando. Isso tira um pouco o foco do professor, mas é justamente por isso que eu prefiro, porque o foco tem que estar na lição, não em quem está naquele momento ministrando a aula. Assim, o irmão é convidado a fazer a leitura e, se aceitar, será ele quem lerá até o final da aula. Outra vantagem é que este irmão ou irmã não vai poder sair durante a aula, nem para ir ao banheiro (risos). E sabemos que segurar todos até o fim da aula é um desafio e tanto. 

2. Pedir para vários alunos lerem versículos da lição.

Outro ponto que costumo fazer um pouco diferente de alguns professores é a leitura dos versículos. Sempre que tenho oportunidade de me preparar, ou seja, quando eu já vou para a igreja sabendo que vou ministrar a aula, eu faço a leitura dos versículos mencionados na lição, se eu não souber antecipadamente do que falam. Apenas quando a lição menciona versículos que já sei de cor eu não leio. Por exemplo: A lição fala que o amor de Deus é grande e ele entregou por nós seu filho, e menciona João 3.16. Eu não vou procurar na Bíblia, porque sei que lá está escrito que “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. 

Quando esses versículos são mencionados na lição, eu peço aos participantes para se preparem para ler o versículo seguinte. Assim, enquanto estou falando da lição, dá tempo para o irmão procurar o versículo e ler antecipadamente. Quando chega a menção ao versículo, o voluntário fica de pé e lê a passagem solicitada. 

Eu chamo de voluntário, porque normalmente eu pergunto: “Quem pode ler o próximo versículo? É Hebreus 13.7”. Nessa hora, normalmente, alguém se oferece. E quando todos demoram em se oferecer, eu peço a alguém diretamente. “O irmão fulano pode ler pra mim?”. E assim todos se sentem participantes, como se estivéssemos construindo juntos a lição. E, na verdade, é isso mesmo que estamos fazendo. 

3. Pedir opinião dos alunos e valorizar o que disserem. 

Gosto também de perguntar se alguém tem opinião diferente do comentarista. Isso valoriza os participantes, porque eles entendem que o comentarista apenas está dando uma opinião e a opinião dos participantes é tão importante quanto a do comentarista ou do professor. 

4. Pedir ao menos uma experiência pessoal. 

Acho importante também pedir pelo menos uma experiência pessoal de algum aluno que comprove o que a lição falou. Por exemplo, a lição que fala sobre o dízimo, que é mandamento de Deus com promessa, que é bom ser dizimista, etc. Eu posso perguntar: “Alguém quer contar uma experiência rápida sobre ser dizimista”? É um momento muito agradável da aula. O aluno se põe de pé e compartilha com os demais uma experiência pessoal, que será edificante para todos. 

5. Ensinar todos os tópicos, sem correr no final. 

Há ainda um ponto em especial que eu tento prestar atenção e não repetir o que considero um erro comum quando damos aula na Escola Bíblica Dominical. Às vezes (ou quase sempre), a lição está empolgante, o assunto rende discussões, explicações mais esmiuçadas, e o professor perde a noção do tempo. Se a lição tem 4 tópicos, o último normalmente fica sem ser ministrado. E o professor, geralmente envergonhado, fala: “A lição estava tão boa que a gente nem viu a hora passar”. 

Para mim, o professor tem obrigação de passar a lição completa. O comentarista não escreveu à toa! O aluno paga o valor da revista inteira, ou seja, espera assimilar todo o conteúdo, mas às vezes o professor não faz questão de passar tudo, prefere focar em um ponto determinado da lição. 

A solução, para mim, é dividir o tempo da aula entre os tópicos e respeitar esse tempo. Se der vinte minutos para cada tópico da lição, é melhor correr com aquele finalzinho de tópico e passar para o próximo, deixando sobrar tempo no final para rever algum tema que merecia mais atenção, do que aprofundar num tema e deixar tópicos sem serem abordados. 

Conclusão


Bom, se você leu até aqui, é porque também gosta muito da Escola Dominical. Eu imagino que você esteja sentindo falta, como eu. 

Vamos orar para que as aulas voltem rápido e que, enquanto isso, Deus levante alguém para ministrar as aulas ao vivo pela internet?

A paz do Senhor Jesus!

Nenhum comentário:

Postar um comentário