domingo, 22 de março de 2020

EBD em Casa. Lição de hoje: Jesus, o Homem Perfeito

Como estamos temporariamente sem Escola Bíblica Dominical, estou publicando este estudo baseado na revista, cheio de comentários inéditos e referências bíblicas que não estão na Revista para você ler e se aprofundar no tema da lição em sua própria casa.

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Jesus, o Homem Perfeito. 


Texto Áureo: E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens. (Lucas 2.52)

Verdade Prática: Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus, o Senhor Jesus Cristo é igual ao Pai e semelhante a nós: sua divindade e humanidade não são aparentes; são reais, perfeitas e plenas.

Leitura Bíblia em Classe: (Lucas 2:40-52) 


Jesus, o Homem Perfeito. 

O que é um homem perfeito? Cada um terá a sua própria opinião. Para um pai de família, um homem perfeito será alguém cuidadoso com os da sua casa, reconhecidamente honrado na sociedade, trabalhador responsável, etc. Para um cristão, um homem perfeito será alguém que não se entrega ao pecado e dedica-se a ajudar os outros, fazendo a obra de Deus.

Mas no sentido bíblico, quando nos referimos a Jesus como homem perfeito, o que será esse homem perfeito?

Por que Jesus é o homem perfeito?

Jesus é perfeito como homem no sentido de possuir toda a divindade mesmo sendo um ser humano. Perfeito como homem assim como Deus é perfeito como Deus. Infalível, impecável (que não peca), homem completo e dotado de absolutamente todas as qualidades desejáveis em um homem perfeito.
Se Jesus não fosse um homem perfeito, jamais conseguiria cumprir toda a Lei, pois todos os demais pecaram e estão destituídos da glória de Deus (Romanos 3.23). E por ser perfeito, somente Ele pode nos salvar das nossas imperfeições.

I – JESUS, VERDADEIRO DEUS

Jesus tem uma natureza dupla: filho de Deus e filho de Maria. Isso não quer dizer, em nenhuma hipótese, que seria um semi-deus, como o Hércules da mitologia grega, que era meio deus e meio homem. Por ser filho do verdadeiro Deus, Jesus é Deus de verdade, não um deus pela metade. E por ter sido concebido no ventre de Maria, é um ser humano como nós. Aliás, a definição jurídica de ser humano é “ser vivo nascido de mulher”. Só é ser humano quem nasce de mulher.

1. Sua eternidade com o Pai. 

Quando anunciou a vinda do Salvador, Isaías o descreve como pai da eternidade (Isaías 9.6). Como todas as coisas foram feitas por ele (João 1.3), é claro que Jesus é também o autor da Eternidade.

2. Seus atributos, grandezas e perfeições. 

Alguns dos atributos trazidos na lição:
Fonte da vida (João 1.4)
Tem a vida em si mesmo (João 5.16; Hebreus 7.16)
Sendo Deus, é imutável (Hebreus 13.8)
Onipresente (Mateus 28.20)
Onisciente (Mateus 9.4,5)
Onipotente (Mateus 28.18)

3. Esvaziou-se de sua glória, mas não de sua divindade. 

Para nascer de mulher e crescer normalmente como homem, Jesus esvaziou-se de sua divindade? Não, isso não foi necessário. Ele esvaziou-se apenas de sua glória (Filipenses 2.5-11). Por isso ele pôde fazer tantos sinais divinos mesmo na forma de homem.

II – JESUS, VERDADEIRO HOMEM

As Escrituras já haviam avisado a Israel que o Messias seria um homem, pois seria descendente da mulher (Gênesis 3.15), descendente de Abraão (Gênesis 12.2-3), da Tribo de Judá (Gênesis 49.10), descendente de Davi (Salmos 89.3-4). Chamar Jesus de Filho de Davi é reconhecer que ele preenche os requisitos da promessa da vinda do Messias.

1. Jesus estava no seio do Pai. 

Onde estava Jesus antes de ser um feto no ventre de Maria? Ele estava com o Pai (João 1.1), sendo Deus junto ao Pai.
O que Jesus estava fazendo antes de vir ao mundo? Sendo Deus, esteava ocupado com os seres humanos e governando os céus. Também falava aos profetas por meio do Espírito Santo.  (Apocalipse 19.10; 2Pedro 1.21).

2. Profetizado no Antigo Testamento. 

A vinda do Salvador em carne foi profetizada diversas vezes durante a Velha Aliança. O interessante aqui é mencionar que Jesus é o tema central tanto da velha aliança, que era imperfeita, pois impossível de ser obedecida por um homem que não fosse perfeito, e tema central da nova aliança, perfeita, pois por meio do sacrifício de um homem perfeito convida todos à redenção.

3. Encarnado no Novo testamento. 

Qual o sentido do termo “encarnado”? Os espíritas usam “encarnar” como se o mesmo espírito que um dia saiu de um corpo de carne voltasse em outro corpo também de carne, ou seja, “reencarnasse”.

No sentido bíblico, o termo “encarnar” aplica-se única e exclusivamente a Jesus. Mas por quê? Primeiramente, cabe esclarecer que Deus é espírito (João 4.24) e não é feito de carne, nem ao menos é homem (Números 23.19). Somente alguém de outra natureza, não carnal, é capaz de “encarnar-se”.

Isso obviamente não se aplica aos demônios, que podem entrar nas pessoas que derem lugar a eles. Demônios não “encarnam”, eles “possuem” pessoas de carne e osso (Lucas 8.27). Por isso, o apóstolo Paulo ensina: não deis lugar ao diabo (Efésios 4.27).

A lição traz um ponto interessante: o nascimento de Jesus foi tão natural quanto o nosso. É maravilhoso pensar em Deus submetendo-se a nascer do ventre humano, envolto na placenta, pesando alguns poucos quilos, para crescer durante 30 anos, pregar durante 3 anos e morrer aos 33 anos para nos salvar. Glória a Deus!

4. Jesus nasceu na plenitude dos tempos. 

Quando Paulo diz aos Gálatas que Jesus veio na plenitude dos tempos (Gálatas 4.4,4), refere-se que tudo o que precisava acontecer antes da vinda do Messias já havia acontecido. Ou seja, Cristo não veio “antes da hora” nem “pegou de surpresa” a ninguém.

Podemos associar com a segunda vinda, invisível, para arrebatar a Igreja. Quem estiver atento aos sinais não será pego de surpresa, nem será deixado para trás (Lucas 12.39).

A lição diz que Deus levantou três povos e culturas para preparar o mundo para recepcionar Jesus: judeus, romanos e gregos. Por analogia, se isto estiver correto, podemos entender que as três religiões monoteístas, o judaísmo, o cristianismo e o islamismo, também preparam o mundo para a vinda do Salvador e para o julgamento dos pecadores. Cada uma destas religiões prega, à sua forma, que há um único Deus verdadeiro que um dia recompensará os fieis e condenará os infieis. Ninguém poderá dizer que não foi avisado de que havia um Deus e que havia um julgamento preparado.

5. Em Israel, Jesus é apresentado ao mundo. 

No meu entender, a lição extrapola um pouco do que ensina a Bíblia e a história, ao dizer que Jesus teve uma educação harmônica e perfeita diante de Deus e dos homens, após mencionar que nasceu em Israel sob as leis de Moisés e de Roma. Isso dá a entender que Jesus estudou as escrituras como judeu e as leis romanas como cidadão. Porém, não encontramos esta informação como fato na Bíblia e devemos entender como mera suposição, conjectura.

Vale lembrar que a própria lição ensina que Jesus não deixou de ser Deus, ou seja, sempre foi e será onisciente (sabedor de todas as coisas e ciências, pois é o próprio Criador).

III – JESUS, O HOMEM PERFEITO 

Jesus encarnado foi um ser humano semelhante a nós? Sim! O seu corpo humano teve as mesmas necessidades e sensações que o nosso corpo tem.  Por isso Ele pode dizer que NOS ENTENDE. Ele sabe o que é sentir fome, sede, frio, dor, tristeza, alegria, EXATAMENTE como você sente!

1. A humanidade de Jesus. 

No deserto, Jesus teve fome (Mateus 4.2); na cruz, teve sede (João 19.28). Apesar disso, em nenhum momento Jesus usou de seu poder divino, sobrenatural, para satisfazer suas necessidades naturais. Pelo contrário, curou a todos quantos o procuraram, livrou a todos, mas não livrou-se a si mesmo: “Salvou os outros e a si mesmo não pode salvar-se” (Mateus 27:42).

2. Jesus, o Último Adão. 

O apóstolo Paulo diz que por meio de um homem o pecado entrou no mundo (Romanos 5.12), e este homem foi Adão. Por meio de outro homem, Jesus Cristo, a graça foi introduzida no mundo (Romanos 5.15). Assim, o primeiro Adão trouxe a morte; o último Adão, a ressurreição e a vida (1 Coríntios 15.45; João 11.25).

3. A perfeição espiritual e moral de Jesus. 

A Bíblia nos apresenta Elias como um homem reto, santificado a tal ponto que Deus o tomou para si. Contudo, Tiago nos ensina que Elias era homem “sujeito às mesmas paixões que nós” (Tiago 5.17), ou seja, ele precisava vigiar para não cair em tentações.

E quanto a Jesus, esteve em algum momento sujeito a pecar? Ele teve que resistir bravamente contra as tentações?

Vamos nos lembrar de  um tópico importante da lição: Jesus em nenhum momento deixou sua natureza divina, ou seja, continuou e continua sendo Deus. Ele é, era e será eternamente o mesmo (Hebreus 13.8). Glória a Deus!

Sendo ele Deus, é possível que Deus possa pecar? O que você acha?

Não! O pecado é justamente aquilo que contraria a vontade de Deus. Por exemplo, em Hebreus está escrito que é impossível que Deus minta (Hebreus 6.18). Impossível! A mentira e o pecado são atributos de natureza satânica, rebelde, que o homem pode praticar devido ao seu livre arbítrio (João 8.44; Deuteronômio 30.19). Se o pecado produz a morte e Jesus é a vida, como poderia a Vida sofrer a morte do pecado (Tiago 1.15)? Se Jesus é a Verdade, como poderia mentir (João 14.6)?

Assim, podemos compreender que Jesus, enquanto homem, esteve perfeito espiritualmente e moralmente por sua natureza divina!

CONCLUSÃO
Precisamos sempre olhar para Jesus e tê-lo como exemplo de humano perfeito, um alvo para alcançar. Sempre que for necessário, pergunte-se: o que Jesus faria em meu lugar? É o método mais fácil de você se tornar a cada dia um ser humano melhor, mais perfeito, mais semelhante a Jesus. E quando, enfim, chegar a hora, sem medo você terá vitória e se encontrará com Ele, o Rei da Glória!

O que você achou dessa lição?

Qual a sua noção de eternidade de Jesus Cristo?
Você pode mencionar alguma evidência da humanidade de Jesus?
Por que você acha que a humanidade de Jesus não era apenas de aparência?
O que você conclui quando olha para Jesus como seu exemplo?
Em que aspectos Jesus foi perfeito?


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